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Monday, May 15, 2006

Quando a critica faz bem !!!!!
Parafraseando a peça de Shakespeare, muito barulho por nada, pode ser usada tal expressão para descrever o enredo que se forma em torno do livro O Código da Vinci. Criticas e comentários que se criam com o lançamento do livro de Dan Brown parecem demais para tudo que é o livro. Com abordagem dita verídica o autor tece uma estória cercada de mistérios e quebra de dogmas religiosos, entre eles, que Jesus teria se relacionado com Maria Madalena, com que casou e teve filhos, sendo humano e normal, sem dotes mágicos e que havia deixado uma linhagem que se estende até hoje na Europa. O fato mais critico pelo que se percebe em torno das represálias seria a imagem da ordem Opus Dei descrita no livro, como sendo capaz de qualquer coisa para guardar seu segredo, assassina e violenta. Diante disso se criou um clima de atrito entre o autor, sua editora e as entidades religiosas.
Esse movimento só fez crescer a curiosidade e consumo do livro, fechando o ano de 2005 com cerca de seis bilhões de livros vendidos somente nos Estados Unidos. Assim como nas novelas, onde se cria todo um ambiente para contar as histórias, Dan Brown não fez nada de diferente. Usou um tema como pano de fundo, teceu relações com fatos históricos e obras de arte para embasar sua tese. O resultado dessa batalha é uma enxurrada de lançamentos tentando explicar o tal Código da Vinci, processos e diversos protestos por parte da Opus Dei, o aumento de expectativa diante do eminente lançamento do filme baseado no livro.
A empresa Sony Pictures está guardando às sete chaves informações sobre a produção e gerando também expectativas de protestos por parte dos religiosos, já confirmado nas Filipinas e Brasil. Tem até deputado em Brasília querendo cancelar o lançamento nas salas brasileiras. Com renda milionária a produção conta com atores do calibre de Tom Hanks e Audrey Tautou. O texto de Brown tem seu valor, mas não pode ser lido como obra verídica e tenaz, mesmo que o autor tenha dito se basear em textos, fatos e evangelhos apócrifos. Tudo não passa de golpe publicitário, muito bem elaborado pela Sony Entretenament, que espera volumosas quantias de dinheiro das bilheterias.

Friday, April 28, 2006

Formas de criação em modelo digital à partir de Lévy e Johnson!

Para traçar um parâmetro do que é virtual e a importância do hipertexto Pierre Lévy usa de comparações e analogias com o corpo físico e as percepções humanas. Com a tecnologia médica foi possível mapear o corpo, virtualiza-lo e criar uma onipresença e através de dispositivos tecnológicos como scanners e raios x auxiliar no processo de operação e de diagnóstico. Com isso os corpos são socializados, há troca de informações e processos e o corpo deixa de ser apenas um corpo para se tornar um hiper-corpo.
Com o texto há uma experiência semelhante ao tocante que sendo apenas texto ele tem um sentido, sendo em jornais, revistas ou outro meio convencional e assemelha-se às folhas brancas de papel. Já o texto atual deve se reconstruir, criar contexto informal, quase em tom de oralidade devido a brevidade, eficiência e possibilidade de referência para auxiliar na navegação do leitor. Que há uma potencialidade textual no hipertexto, um intercâmbio e interação com o leitor. Para ele não se pode renegar a função primordial do computador e reduzi-lo a uma simples máquina de escrever, deve-se explorar a interatividade pois este é um operador de potencialização da informação. Seria uma forma de personalizar a leitura e trazer para o leitor aquilo que ele deseja da forma mais acessível, com vínculos automáticos e fluidez operacional. Tudo isso para multiplicar a produção de sentido e enriquecer a leitura. Seria uma quebra da linearidade, construção, remissão e polarização de informações para a virtualização do processo de leitura de forma digital. Que o texto ao ser jogado na rede perde o tom de texto e cria-se uma nova denominação do mesmo, sem fronteiras, tornando-se análogo ao processo ao qual se mistura. Que graças a digitalização o processo de comunicação recebe novo impulso e forte mutação. Com isso os demais suportes tendem a projetar alusões aos hipertextos, mais ricos e ativos, como uma escrita dinâmica.
Em suma, o autor afirma que o texto dever remodelado, não apenas a transcrição de uma folha de jornal para a tela do computador. Que deve ter nós, vértices que prendem o leitor e auxiliam na polarização e ampliação da informação. Que através de uma estrutura leve, mas complexa conecte o leitor em uma rede de informações ramificada.

Já Steven Johnson relata sua experiência com computadores à partir de sua adolescência. A difícil tarefa de compor em ambiente digital, do processo de composição do blocos de papel para transição da composição no computador. Sugere que foi sorvido pela “ilusão do usuário”, identificando-se como design de interfaces. Afirma que a interface gráfica desempenhou um papel decisivo na criação de mercado de aplicações do processamento de texto pois ficou mais sedutora e mais convidativa e que a dimensão textual do design de interface foi extremamente negligenciado e as variações potenciais não exploradas, sendo que poderiam produzir efeitos secundários extraordinários e imprevisíveis. Para ele todos os elementos para uma revolução estão disponíveis e que se precisa apenas é de softwares que articulem os elementos num todo coerente. Sobre as obras negligenciadas e não usadas em seu potencial total exemplifica os de Thomas Edison com o fonógrafo e de um executivo da Intel que acreditou que os computadores serviriam apenas para guardas receitas culinárias. O que houve foi um menosprezo das capacidades totais dos produtos, pensando apenas em uma função. Sobre os programas de pesquisa de palavras e buscadores afirma que seriam uma evolução na interface gráfica textual e que no futuro se espera a criação de sistemas semânticos que façam a busca através do significados das palavras e não apenas uma busca simples.

O texto de Steven Johnson parece mais leve do que o de Pierre Lévy e trata de um tema semelhante, a produção textual em ambiente digital, mas se atêm mais, não na forma de escrever, mas sim em programas que possam desempenhar essa função. Numa fórmula onde através de programas o processo de criação fosse simplificado e a procura melhorada. Mas isso não ficaria restrito apenas a interface gráfica, geraria uma nova forma de interagir com o computador, acabando com o medo das pessoas pela palavra. O fim do complexo de Dos.

Friday, March 31, 2006

A vitória do Madureira através dos portais de internet

Ao se fazer uma análise de uma mesma matéria publica em diversos sites de jornalismo esportivo foi escolhida a vitória do time do Madureira sobre o Americano na final da Taça Rio, jogo que aconteceu na noite da última quarta-feira. No site último segundo do IG a abordagem é coloquial, quase como uma narração de jogo. Com expressões como “a bola morreu no fundo do gol e madureira encurrala o time adversário” o jornalista descreve como foi o jogo. Dos pontos negativos cabe destacar a falta de uma formatação do texto, que parece ter sido jogado na página e a falta de imagens do jogo. Assim como os demais sites, fora o do UOL, apresentou uma ficha técnica do jogo com nomes dos jogadores, técnicos e trio de arbitragem.
Já o site do UOL apresenta um texto comedido, curto e informativo. Aparecem apenas as principais informações. Que o time do Madureira ganhou o jogo sobre o Americano, uma pequena abordagem sobre como foi o jogo e que carimbou uma vaga para disputar a final do carioca com o Botafogo. Um tipo de texto aconselhável para aqueles que querem saber da notícia sem ter de ler muito. Sem fotos nem ficha técnica. Pelo contrário é o site do Terra onde a formatação é mais elaborada, conta com foto do meia MAICON que marcou o gol para o time carioca e mostra uma ficha técnica mais organizada, apresentada em forma de colunas e um pequeno box com algumas noticias relacionadas ao Botafogo para que o leitor possa lincar as informações. Assim como o texto do IG, o Terra apresenta um texto descontraído, com expressões coloquiais.
O site do Globo.com apresenta a vitória à partir da torcida, destacando que já estavam comemorando mesmo antes do inicio da partida, empurrados pela bateria da escola Império Serrano. Também comenta como foi o jogo, mas de uma forma mais sucinta, apenas apresentando os lances principais da partida. Tem ficha técnica e é o único dos quatro que traz links dentro do texto para outras páginas. Neste caso fazendo link para o time do Botafogo, rival do Madureira na final do carioca e também para as palavras campeonato carioca e copa do Brasil, onde apresenta informações dos campeonatos. Alem disso o site do Globo é o único que apresenta área de links ao lado direito da página. Ali o internauta pode responder enquete sobre a final do campeonato carioca, ver vídeos dos gols e mais notícias sobre os times em questão.
Para aqueles que gostam de informação curta, rápida, o site do UOL parece ser o mais aconselhável, mas se o caso é ler um pouco mais e de forma informal, o site do Terra parece suprir a carência. Tem fotos, tabela com os nome dos jogadores e texto leve, quase como a transcrição do jogo por um narrador que estava em campo.

Friday, March 24, 2006

Canais de Divulgação

A internet é um dos melhores canais para a divulgação de informações. Tendo um computador conectado à uma linha telefônica pode-se interagir com o mundo todo. Pensando nisso muitas entidades vêm usando a rede para divulgar as culturas locais. Com projetos de inclusão digital nas comunidades carentes nota-se o aumento de rádios comunitárias, sites de informações locais e lojas on –line. A comunidade divulga sua cultura, vende seus produtos e interage com o mundo absorvendo novas identidades na aldeia global. Um exemplo é a rádio Viva Rio que oferece cursos de radiojornalismo para a comunidade, além de bolsas de estudo que capacitam jovens e adultos como agentes culturais.

Inclusão Digital no Brasil

Segundo dados do ministério da Educação apenas 12% da população brasileira tem acesso à internet em suas residências. A maior parte desse grupo é das classes A e B, deixando à margem da informação digital o restante da população. Para isso os governos, federal, estadual e municipal, empresas de tecnologia e o setor privado estão se unindo para ampliar a oferta de internet. São programas que viabilizam a compra de computadores a preços reduzidos, taxas de juros menores e incentivos fiscais para as empresas que auxiliarem nos programas de inclusão digital. Cabe destacar que nestes programas a opção pelos programas de software desempenha duas funções, barateamento dos custos e ampliação da gama de usuários de programas não proprietários.

Com as oficinas de inclusão digital nas comunidades há a possibilidade de capacitação profissional, mudança do currículo escolar visando as novas tecnologias e novas formas de aprendizado, geração de emprego e renda. Muitos são os exemplos, mas cabe destacar os casos da Fundação Abrinq, que tem disponibilizado as oficinas chamadas de garagens digitais no nordeste brasileiro e da prefeitura de Porto Alegre que em seus telecentros dá acesso à internet gratuitamente e cursos de qualificação para a comunidade de baixa renda.

Friday, March 03, 2006

politica

culinaria

esportes