Quando a critica faz bem !!!!!
Parafraseando a peça de Shakespeare, muito barulho por nada, pode ser usada tal expressão para descrever o enredo que se forma em torno do livro O Código da Vinci. Criticas e comentários que se criam com o lançamento do livro de Dan Brown parecem demais para tudo que é o livro. Com abordagem dita verídica o autor tece uma estória cercada de mistérios e quebra de dogmas religiosos, entre eles, que Jesus teria se relacionado com Maria Madalena, com que casou e teve filhos, sendo humano e normal, sem dotes mágicos e que havia deixado uma linhagem que se estende até hoje na Europa. O fato mais critico pelo que se percebe em torno das represálias seria a imagem da ordem Opus Dei descrita no livro, como sendo capaz de qualquer coisa para guardar seu segredo, assassina e violenta. Diante disso se criou um clima de atrito entre o autor, sua editora e as entidades religiosas.
Esse movimento só fez crescer a curiosidade e consumo do livro, fechando o ano de 2005 com cerca de seis bilhões de livros vendidos somente nos Estados Unidos. Assim como nas novelas, onde se cria todo um ambiente para contar as histórias, Dan Brown não fez nada de diferente. Usou um tema como pano de fundo, teceu relações com fatos históricos e obras de arte para embasar sua tese. O resultado dessa batalha é uma enxurrada de lançamentos tentando explicar o tal Código da Vinci, processos e diversos protestos por parte da Opus Dei, o aumento de expectativa diante do eminente lançamento do filme baseado no livro.
A empresa Sony Pictures está guardando às sete chaves informações sobre a produção e gerando também expectativas de protestos por parte dos religiosos, já confirmado nas Filipinas e Brasil. Tem até deputado em Brasília querendo cancelar o lançamento nas salas brasileiras. Com renda milionária a produção conta com atores do calibre de Tom Hanks e Audrey Tautou. O texto de Brown tem seu valor, mas não pode ser lido como obra verídica e tenaz, mesmo que o autor tenha dito se basear em textos, fatos e evangelhos apócrifos. Tudo não passa de golpe publicitário, muito bem elaborado pela Sony Entretenament, que espera volumosas quantias de dinheiro das bilheterias.
